terça-feira, 3 de setembro de 2013
Mãe de três filhos crescidos
...é isso que agora sinto que sou.
Se até então eles foram crescendo devagarinho e permitindo que não me sentisse assim...agora o sentimento é inquietante.
Sinto que não chego a todos como gostaria.
Gerir um rapaz em plena adolescência..., outro que para lá caminha..e uma menina muito senhora de si..não é pacífico.
Descartável ou Reciclável?
Confesso que numa primeira fase senti-me descartável...Aliás, infelizmente essa sensação não é nova.
Com o passar do tempo (sim, o tempo continua a ser um grande aliado!), acredito que seja reciclável, como muita coisa nesta vida.
Os livros, os vestidos...e porque não, as mágoas?
Se a idade traz sabedoria, eu, do alto dos meus 42 anos, deveria saber, que não posso pautar as atitudes dos outros pelas minhas..mas assim o é, e acredito que sempre será. Vou morrer, sofrendo, porque vivo intensamente tudo aquilo em que acredito.
Agora, resta-me agarrar nas dores e mágoas e recicla-las, transformando-as em algo bom, para mim e para os outros!
E sigamos em frente!
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Novas dores de crescimento
Em meio a uma tempestade de sentimentos causados pelo fato de ter três filhos crescidos em casa, retorno.
Um ano se passou e tanto mudou, e novas dores de crescimento floresceram.
As crianças são assim.., crescem, sem pedir licença.
O adolescente que há muito adolescia, assumiu-se como adolescente em pleno. De tamanho (está enorme! tendo já passado a mãe e ansioso por passar o pai!)de garganta e em atitudes.
Passou a precisar apenas de "meia mãe".
O pré-adolescente passou para a fase que o irmão deixou, embora com a postura límpida da vida que só ele tem.
A menina-bebé, assumiu-se como menina, mas ao conviver "porta-a-porta" com os adolescentes já o parece.
E os bebés cá de casa transformaram-se.
E inevitavelmente a mãe dos bebés está a aprender a deixar de o ser e a aprender a ser a mãe dos meninos crescidos.
Daqueles que só precisam um bocadinho da mãe.
Daqueles que sabem o que querem, e o que não querem.
Daqueles que acham que sabem tudo e que não querem partilhar nada.
Daqueles que não admitem beijos roubados e invasões de privacidade.
Definitivamente as mães também tem que crescer e aprender que por mais que isso doa, é inevitável, pelo bem de todos.
(A mim resta-me pegar nas saudades que os bebés deixaram e calá-las com colo para a sobrinha bebé que aí vem..., deixando sempre espaço para as recaídas que os filhos crescidos tem ao longo da vida...)
sábado, 17 de setembro de 2011
Um novo início..
de ano escolar cá por casa.
Nesta altura forro livros sem fim, etiqueto cadernos, identifico mochilas, lápis e afins.
Volto a fazer lanches matinais e cumprir escrupulosamente os horários deles.
Todos os anos converso com eles sobre o que significa para cada um, a escola, a aprendizagem e a postura que devem ter perante estas coisas.
Acho que somos bastante justos, não exigimos notas brilhantes e quadros de honra, apenas desejamos que cada um dê o seu melhor....e peça ajuda se precisar.
Desta vez deixaram de ser 2 para serem três nestas andanças.
Sim, ela estreou-se no 1º ano e não nos surpreendeu a autonomia, independência e fascínio pelo novo.
Retornou todos os fins-de-tarde com um grande sorriso, cheia de novidades e já com a sua professora como "detentora" do saber.
Se já juntava sílabas e as lia, agora tenta decifrar todas as letras que encontra, como que querendo fazer juz ao ideal de que no 1º ano se aprende a ler (isto na cabecinha dela, porque a pobre professora ainda não teve tempo de sair dos grafismos!)
O menino do meio também anda feliz da vida porque tinha saudades dos colegas e de aprender.
O mais velho, como sempre, não demonstra grande felicidade pelo término das férias, mas em agosto confidenciou-me que tinha alguma saudade da escola!
E cá estou eu....com um filho no 1º ciclo, um no 2º ciclo e outro no 3º: cada qual com seus temores, alegrias e novidades!
E que grande ano será cá em casa, tão fértil em aventuras e experiências!!
Nesta altura forro livros sem fim, etiqueto cadernos, identifico mochilas, lápis e afins.
Volto a fazer lanches matinais e cumprir escrupulosamente os horários deles.
Todos os anos converso com eles sobre o que significa para cada um, a escola, a aprendizagem e a postura que devem ter perante estas coisas.
Acho que somos bastante justos, não exigimos notas brilhantes e quadros de honra, apenas desejamos que cada um dê o seu melhor....e peça ajuda se precisar.
Desta vez deixaram de ser 2 para serem três nestas andanças.
Sim, ela estreou-se no 1º ano e não nos surpreendeu a autonomia, independência e fascínio pelo novo.
Retornou todos os fins-de-tarde com um grande sorriso, cheia de novidades e já com a sua professora como "detentora" do saber.
Se já juntava sílabas e as lia, agora tenta decifrar todas as letras que encontra, como que querendo fazer juz ao ideal de que no 1º ano se aprende a ler (isto na cabecinha dela, porque a pobre professora ainda não teve tempo de sair dos grafismos!)
O menino do meio também anda feliz da vida porque tinha saudades dos colegas e de aprender.
O mais velho, como sempre, não demonstra grande felicidade pelo término das férias, mas em agosto confidenciou-me que tinha alguma saudade da escola!
E cá estou eu....com um filho no 1º ciclo, um no 2º ciclo e outro no 3º: cada qual com seus temores, alegrias e novidades!
E que grande ano será cá em casa, tão fértil em aventuras e experiências!!
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Seis anos em tom de rosa!
Foi há seis anos que o meu mundo se encheu de cor-de-rosa.
(Até então era povoado pelo azul...)
Chegaste, linda e tranquila como que para devolver-nos a crença numa felicidade maior.
És definitivamente o SOL, depois do furação!
És uma menina doce, cheia de alegria e ternura, que veio distribuir a sua doçura!
Os teus irmãos adoram-te e não disputam a atenção contigo por que sabem que não precisam.
O teu pai rende-se aos teus mimos e discursos.
Eu encanto-me com a parte de mim que encontro em ti (acho que todas as mães procuram isto nas suas meninas!)
És tão pequenina e ao mesmo tempo tão crescida!
És muito mais do que tudo que eu imaginei em ti.
Que Deus te proteja sempre! Sê feliz minha bailarina, e nunca percas esse teu sorriso contagiante!
(Até então era povoado pelo azul...)
Chegaste, linda e tranquila como que para devolver-nos a crença numa felicidade maior.
És definitivamente o SOL, depois do furação!
És uma menina doce, cheia de alegria e ternura, que veio distribuir a sua doçura!
Os teus irmãos adoram-te e não disputam a atenção contigo por que sabem que não precisam.
O teu pai rende-se aos teus mimos e discursos.
Eu encanto-me com a parte de mim que encontro em ti (acho que todas as mães procuram isto nas suas meninas!)
És tão pequenina e ao mesmo tempo tão crescida!
És muito mais do que tudo que eu imaginei em ti.
Que Deus te proteja sempre! Sê feliz minha bailarina, e nunca percas esse teu sorriso contagiante!
quinta-feira, 21 de julho de 2011
E a menina cresceu...
Tenho outra menina.
Uma menina que sem ter nascido da minha barriga, também é minha...e que mora dentro do meu coração como os meus filhos e que lá ocupa um lugar só seu!
Tenho vos a dizer que o facto de não ser "só" minha, não é facilitador, antes pelo contrário, em muitas ocasiões, tal situação é angustiante....pois sendo minha, estaria todos os dias ao alcance do meu abraço e do meu olhar.
Amar a essa distância, é doído!
Ainda assim, acredito que ela crê neste nosso sentimento e até aceita os meus (por vezes!) olhares reprovadores!
Pois é.
E essa menina tem crescido muito depressa.
Sinto que por vezes os centímetros avançam sem pedir licença ao coraçãozinho assustado....que quer esconder-se atrás do sentimento de "serem todas iguais" tão típico dos adolescentes...!
Sabes que às vezes queria levar-te para casa e ter-te ao colo, como quando eras pequenina?
Cresce minha querida, mas vai devagarinho....Não tenhas pressa...porque terás o resto da vida para seres "crescida"!
Para mim, serás sempre menina.....a minha menina primeira!
Uma menina que sem ter nascido da minha barriga, também é minha...e que mora dentro do meu coração como os meus filhos e que lá ocupa um lugar só seu!
Tenho vos a dizer que o facto de não ser "só" minha, não é facilitador, antes pelo contrário, em muitas ocasiões, tal situação é angustiante....pois sendo minha, estaria todos os dias ao alcance do meu abraço e do meu olhar.
Amar a essa distância, é doído!
Ainda assim, acredito que ela crê neste nosso sentimento e até aceita os meus (por vezes!) olhares reprovadores!
Pois é.
E essa menina tem crescido muito depressa.
Sinto que por vezes os centímetros avançam sem pedir licença ao coraçãozinho assustado....que quer esconder-se atrás do sentimento de "serem todas iguais" tão típico dos adolescentes...!
Sabes que às vezes queria levar-te para casa e ter-te ao colo, como quando eras pequenina?
Cresce minha querida, mas vai devagarinho....Não tenhas pressa...porque terás o resto da vida para seres "crescida"!
Para mim, serás sempre menina.....a minha menina primeira!
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