de ano escolar cá por casa.
Nesta altura forro livros sem fim, etiqueto cadernos, identifico mochilas, lápis e afins.
Volto a fazer lanches matinais e cumprir escrupulosamente os horários deles.
Todos os anos converso com eles sobre o que significa para cada um, a escola, a aprendizagem e a postura que devem ter perante estas coisas.
Acho que somos bastante justos, não exigimos notas brilhantes e quadros de honra, apenas desejamos que cada um dê o seu melhor....e peça ajuda se precisar.
Desta vez deixaram de ser 2 para serem três nestas andanças.
Sim, ela estreou-se no 1º ano e não nos surpreendeu a autonomia, independência e fascínio pelo novo.
Retornou todos os fins-de-tarde com um grande sorriso, cheia de novidades e já com a sua professora como "detentora" do saber.
Se já juntava sílabas e as lia, agora tenta decifrar todas as letras que encontra, como que querendo fazer juz ao ideal de que no 1º ano se aprende a ler (isto na cabecinha dela, porque a pobre professora ainda não teve tempo de sair dos grafismos!)
O menino do meio também anda feliz da vida porque tinha saudades dos colegas e de aprender.
O mais velho, como sempre, não demonstra grande felicidade pelo término das férias, mas em agosto confidenciou-me que tinha alguma saudade da escola!
E cá estou eu....com um filho no 1º ciclo, um no 2º ciclo e outro no 3º: cada qual com seus temores, alegrias e novidades!
E que grande ano será cá em casa, tão fértil em aventuras e experiências!!
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sábado, 17 de setembro de 2011
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
A difícil tarefa de educar...
Quando eles eram bebés, a minha mãe passava a vida a dizer-me para aproveitar pois à medida que íam crescendo, tudo ía ficar mais difícil...e eu ía ter saudades de os ter ao colo...
Não duvidava, mas como quase tudo na vida, em que só aprendemos "às nossas custas", pensava que ela exagerava.
Neste momento, já não tenho bebés, tenho uma menina, um pré-adolescente, um (pleno) adolescente...e já tenho saudades de os ter ao colo!!!
Ainda não começaram as saídas nocturnas!
Sei que crescer não é fácil, são borbulhas e pêlos a mais em corpos de meninos grandes.
É a pressão. É a vontade de crescer com a dificuldade em assumir mais responsabilidades, o tomar decisões e recear assumir as consequências dessas decisões.
É o querer e o não querer.
É o amar e o odiar.
É a complicação de sentir coisas tão diferentes ao mesmo tempo.
Eu sei. Também tive 13 anos. Também me senti assim, perdida.
Já tive 13 anos mas ainda não tinha sido mãe de um jovem de 13 anos. (isto ao 2º e ao 3º custa menos, de certeza!)
É preciso cobrar...é preciso chamar à atenção, à razão...a vida não se contrói sem esforço, sem trabalho..e não é no "You Tube" nem com a viola, que vai subir as notas...
Não é perdoando e fingindo que está tudo óptimo que o ajudo.
É preciso que as regras sejam cumpridas.
É preciso que perceba que há limites para tudo.
E o que fazemos quando não sabemos se estamos a exigir demais?
Ter um filho de 13 anos é fácil, educar um filho de 13 anos é que é difícil....
Não duvidava, mas como quase tudo na vida, em que só aprendemos "às nossas custas", pensava que ela exagerava.
Neste momento, já não tenho bebés, tenho uma menina, um pré-adolescente, um (pleno) adolescente...e já tenho saudades de os ter ao colo!!!
Ainda não começaram as saídas nocturnas!
Sei que crescer não é fácil, são borbulhas e pêlos a mais em corpos de meninos grandes.
É a pressão. É a vontade de crescer com a dificuldade em assumir mais responsabilidades, o tomar decisões e recear assumir as consequências dessas decisões.
É o querer e o não querer.
É o amar e o odiar.
É a complicação de sentir coisas tão diferentes ao mesmo tempo.
Eu sei. Também tive 13 anos. Também me senti assim, perdida.
Já tive 13 anos mas ainda não tinha sido mãe de um jovem de 13 anos. (isto ao 2º e ao 3º custa menos, de certeza!)
É preciso cobrar...é preciso chamar à atenção, à razão...a vida não se contrói sem esforço, sem trabalho..e não é no "You Tube" nem com a viola, que vai subir as notas...
Não é perdoando e fingindo que está tudo óptimo que o ajudo.
É preciso que as regras sejam cumpridas.
É preciso que perceba que há limites para tudo.
E o que fazemos quando não sabemos se estamos a exigir demais?
Ter um filho de 13 anos é fácil, educar um filho de 13 anos é que é difícil....
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educação
sábado, 13 de novembro de 2010
E deu-se o milagre!
Chegou o tempo da verdade.
O tempo do meu filho do meio sair da escola "protegida" e seguir para a "escola dos grandes"...o tão temido 5º ano!
Juro que temi muito por este dia. Temi por ele, pela sua condição de filho da (minha)"protecção"...
Acho até que ele sentiu isso, pois pela 1ª vez na vida (nem naqueles período difíceis de quimioterapia o fez!)acordava-nos de madrugada relatando dores horríveis de estômago!
Era ansiedade...até aí era fácil de diagnosticar..o difícil foi securizá-lo e mostrar-lhe que tudo ía correr bem!
Foram muitos dias com noites em claro. Até febre teve...quando tudo era medo da escola.
Acredito que tudo mudou radicalmente depois de uma 6ª feira muito complicada, em que finalmente chorou, chorou e disse que tinha medo de não ser capaz.
Conversamos mais uma vez e explicamos que estávamos lá (sempre) para ajudar e que íamos estudar juntos....e que obviamente que ía conseguir.
Passou a dormir.
E a estudar. Muito.
E os resultados vieram.
Todos bons. Muito bons.
E hoje....adora a escola nova...aquela onde se perdeu no recreio, logo no 1º dia.....e não disse a ninguém.
Parabéns filho, eu já sabia que tu ías conseguir.....Afinal, és o meu herói, ou esqueceste isso?
O tempo do meu filho do meio sair da escola "protegida" e seguir para a "escola dos grandes"...o tão temido 5º ano!
Juro que temi muito por este dia. Temi por ele, pela sua condição de filho da (minha)"protecção"...
Acho até que ele sentiu isso, pois pela 1ª vez na vida (nem naqueles período difíceis de quimioterapia o fez!)acordava-nos de madrugada relatando dores horríveis de estômago!
Era ansiedade...até aí era fácil de diagnosticar..o difícil foi securizá-lo e mostrar-lhe que tudo ía correr bem!
Foram muitos dias com noites em claro. Até febre teve...quando tudo era medo da escola.
Acredito que tudo mudou radicalmente depois de uma 6ª feira muito complicada, em que finalmente chorou, chorou e disse que tinha medo de não ser capaz.
Conversamos mais uma vez e explicamos que estávamos lá (sempre) para ajudar e que íamos estudar juntos....e que obviamente que ía conseguir.
Passou a dormir.
E a estudar. Muito.
E os resultados vieram.
Todos bons. Muito bons.
E hoje....adora a escola nova...aquela onde se perdeu no recreio, logo no 1º dia.....e não disse a ninguém.
Parabéns filho, eu já sabia que tu ías conseguir.....Afinal, és o meu herói, ou esqueceste isso?
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
E a princesa foi para a escola..
Foi para a escola na semana passada pela 1º vez. Quer dizer foi para o Jardim de Infância.
Havia quem jurasse que ía chorar, que não ía comer....que nada. Acenou com um grande sorriso nos lábios, come tudo (sozinha) e tem se portado lindamente.
À noite confessou-me que adorou a escola que "escolhemos" para ela e que é muito divertida!
Existe opção melhor no que respeita a levá-los à escola e deixá-los FELIZES???
Bastaram 3 anos inteirinhos em que esteve "debaixo" da asa dos pais.., no espaço familiar....Viva a independência!!!
Havia quem jurasse que ía chorar, que não ía comer....que nada. Acenou com um grande sorriso nos lábios, come tudo (sozinha) e tem se portado lindamente.
À noite confessou-me que adorou a escola que "escolhemos" para ela e que é muito divertida!
Existe opção melhor no que respeita a levá-los à escola e deixá-los FELIZES???
Bastaram 3 anos inteirinhos em que esteve "debaixo" da asa dos pais.., no espaço familiar....Viva a independência!!!
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
As etapas!
Novo ano, novos objectivos, novas etapas a atingir. É assim cá em casa. É assim o crescimento. Uma etapa vai se sobrepondo à outra e vão percebendo que a vida é mesmo assim!
Há uma continuidade em certos acontecimentos, alguns claramente previsíveis, outros nem tanto.
O filho mais velho está mais responsável, mais ciente de que agora a escola (7º ano é 3º ciclo!!) exige mais dele e que os tempos de brincadeira vai diminuido muito. Ele já sabia que seria assim conforme fosse crescendo.
O mais agradável destas coisas é que o corpo (e as ditas hormonas!) também faz a sua parte e talvez por isso as brincadeiras também vão mudando e outras "vontades" vão chegando!
Por seu lado, o menino o meio vai lentamente chegando à fase que o mais velho vai deixando. Aquela fase das frases tipo:
- Nem penses que não vou fazer isso!
- Eu é que mando em mim!
- Quando eu for grande vou morar sozinho e só faço aquilo que quiser!
É preciso muita tolerância e uma grande dose de paciência para ultrapssar estas fases sem grandes conflitos abertos. Porque a seguir a esta, vão chegando outras não menos fáceis.
A menina pequenina lá vai dando lugar a uma menina muito 'dona-do-seu-nariz'! Tem 4 anos mas todos os dias pede para que a ensinamos a ler, porque a escrever ela - acha que já está a aprender! Continua no ballet e a sua evolução e responsabilidade são surpreendentes! Está muito atenta à sua volta e muito crescida..já não tem nenhum vestígio de bebé...
Acreditamos que é assim que se deve seguir...um passo de cada vez, para que cada etapa seja atingida e estejamos prontos para passar à seguinte!
Há uma continuidade em certos acontecimentos, alguns claramente previsíveis, outros nem tanto.
O filho mais velho está mais responsável, mais ciente de que agora a escola (7º ano é 3º ciclo!!) exige mais dele e que os tempos de brincadeira vai diminuido muito. Ele já sabia que seria assim conforme fosse crescendo.
O mais agradável destas coisas é que o corpo (e as ditas hormonas!) também faz a sua parte e talvez por isso as brincadeiras também vão mudando e outras "vontades" vão chegando!
Por seu lado, o menino o meio vai lentamente chegando à fase que o mais velho vai deixando. Aquela fase das frases tipo:
- Nem penses que não vou fazer isso!
- Eu é que mando em mim!
- Quando eu for grande vou morar sozinho e só faço aquilo que quiser!
É preciso muita tolerância e uma grande dose de paciência para ultrapssar estas fases sem grandes conflitos abertos. Porque a seguir a esta, vão chegando outras não menos fáceis.
A menina pequenina lá vai dando lugar a uma menina muito 'dona-do-seu-nariz'! Tem 4 anos mas todos os dias pede para que a ensinamos a ler, porque a escrever ela - acha que já está a aprender! Continua no ballet e a sua evolução e responsabilidade são surpreendentes! Está muito atenta à sua volta e muito crescida..já não tem nenhum vestígio de bebé...
Acreditamos que é assim que se deve seguir...um passo de cada vez, para que cada etapa seja atingida e estejamos prontos para passar à seguinte!
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
A (in)depêndencia electrónica...
Não gosto. Mas os meus filhos adoram.
Não fomento. Mas os meus filhos lutam por ela.
Uma 'ama' chamada Playstation ou PSP (playstation portable), um simples telemóvel ou mais recentemente ' o Magalhães'.
Os quatro tem emprego em minha casa...embora nenhum tenha entrado lá com o meu dinheiro ou pela lá pela minha mão, o facto é que fui consentindo os presentes...
Na altura e em período de aulas impusemos regras que foram cumpridas escrupulosamente mas sentimos que nas férias tudo se complica...porque eles tem argumentos (quase) infalíveis.
É uma (falsa) indepêndencia....porque querem estar sozinhos, querem estar sossegados mas o sossego tem um preço.
Hoje seguiram novamente para o campo com os avós...e a PSP lá foi com eles...para as horas em que não podem estar ao sol...ou para as horas em 'não tiverem mais nada para fazer'...
Com o mais novo, os livros vão se empilhando por ler....nunca sendo prioritários. Felizmente com o mais velho que é um 'devorador' de livros tudo é mais tranquilo.
E assim, eles vão crescendo, nem sempre amantes das nossas opções educativas mas cientes de que tudo tem que funcionar com regras e com limites.
É assim a 'vida dos pais-educadores.... tem que ser "mestres" em negociação!
Não fomento. Mas os meus filhos lutam por ela.
Uma 'ama' chamada Playstation ou PSP (playstation portable), um simples telemóvel ou mais recentemente ' o Magalhães'.
Os quatro tem emprego em minha casa...embora nenhum tenha entrado lá com o meu dinheiro ou pela lá pela minha mão, o facto é que fui consentindo os presentes...
Na altura e em período de aulas impusemos regras que foram cumpridas escrupulosamente mas sentimos que nas férias tudo se complica...porque eles tem argumentos (quase) infalíveis.
É uma (falsa) indepêndencia....porque querem estar sozinhos, querem estar sossegados mas o sossego tem um preço.
Hoje seguiram novamente para o campo com os avós...e a PSP lá foi com eles...para as horas em que não podem estar ao sol...ou para as horas em 'não tiverem mais nada para fazer'...
Com o mais novo, os livros vão se empilhando por ler....nunca sendo prioritários. Felizmente com o mais velho que é um 'devorador' de livros tudo é mais tranquilo.
E assim, eles vão crescendo, nem sempre amantes das nossas opções educativas mas cientes de que tudo tem que funcionar com regras e com limites.
É assim a 'vida dos pais-educadores.... tem que ser "mestres" em negociação!
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Uma pequena bailarina...
Em setembro do ano passado, tinha acabado de completar três anos, inscrevemo-la no ballet.
Achamos que precisava de uma orientação externa, que não passasse pelos pais dado passar o resto-do-dia aos nossos cuidados ou no nosso espaço (que também é dela!).
Desde o primeiro dia, disse-nos adeus e saiu sorridente uma hora depois quando a porta se reabria, para as 'pequeninas' saírem.
Quando vi a primeira apresentação de Natal não conseguia acreditar que ela tinha aprendido tanto...
Agora vai ter para o mês que vem um espectáculo a sério...num teatro com direito a bilhetes reservados (e muito disputados) e tudo!
Tem ensaios 3 dias por semana..e uma hora mais tarde do que é habitual. Na semana passada foi o ensaio no teatro....: ela parecia que já lá tinha estado....!! Eu toda complicada em deixá-la (porque não podemos assistir ao ensaio!) em meio a outras 50 meninas...e ela como 'um peixe na água' a dizer:
- Adeus mãe, agora vou ensaiar!
O 'tutu' branco (igual para todas elas) está lindo. Parece uma bailarina à séria..com seu jeitinho delicado a dançar pela casa..
Daqui a 15 dias será maquilhada e penteada a rigor MAS o que mais me espanta e fascina é o sentido de responsabilidade: sabe que tem que ir de fita azul, com "aquelas colllants" e a horas, sem atrasos, porque-senão-atrasa-o-ensaio!
E ainda há quem não acredite que a responsabilidade não se ensina........
E viva a minha-doce-princesa-bailarina!!!!!!!!!!!!
Achamos que precisava de uma orientação externa, que não passasse pelos pais dado passar o resto-do-dia aos nossos cuidados ou no nosso espaço (que também é dela!).
Desde o primeiro dia, disse-nos adeus e saiu sorridente uma hora depois quando a porta se reabria, para as 'pequeninas' saírem.
Quando vi a primeira apresentação de Natal não conseguia acreditar que ela tinha aprendido tanto...
Agora vai ter para o mês que vem um espectáculo a sério...num teatro com direito a bilhetes reservados (e muito disputados) e tudo!
Tem ensaios 3 dias por semana..e uma hora mais tarde do que é habitual. Na semana passada foi o ensaio no teatro....: ela parecia que já lá tinha estado....!! Eu toda complicada em deixá-la (porque não podemos assistir ao ensaio!) em meio a outras 50 meninas...e ela como 'um peixe na água' a dizer:
- Adeus mãe, agora vou ensaiar!
O 'tutu' branco (igual para todas elas) está lindo. Parece uma bailarina à séria..com seu jeitinho delicado a dançar pela casa..
Daqui a 15 dias será maquilhada e penteada a rigor MAS o que mais me espanta e fascina é o sentido de responsabilidade: sabe que tem que ir de fita azul, com "aquelas colllants" e a horas, sem atrasos, porque-senão-atrasa-o-ensaio!
E ainda há quem não acredite que a responsabilidade não se ensina........
E viva a minha-doce-princesa-bailarina!!!!!!!!!!!!
sábado, 30 de maio de 2009
A verdadeira crise!
Para mim, a verdadeira crise não é financeira, é de valores.
Trabalho com crianças e para crianças e consequentemente trabalho também para os pais das crianças.
Ao longo tempo tenho sentido que as crianças andam 'desnorteadas': sem referências, sem protecção, sem EDUCAÇÃO. Sim, porque educar é cuidar, proteger, orientar, autonomizar....
Há certos pais que se demitem da função de educar e limitam-se a ser ' amigos' dos filhos e fazer lhes todas as vontades.
As crianças precisam sobretudo de modelos 'para copiar' para crescer. Precisam de 'modelos adequados', porque também de nada serve dizer ' - come a salada!' e o pai ou a mãe não comerem. De nada serve dizer para não andar à pancada na escola e o próprio pai oferecer um murro ao primeiro que o contrarie no trânsito....
Eles imitam-nos.
É preciso perceber aquilo que lhes queremos 'passar' como mensagem...para que se tornem pessoas melhores que nós...afinal assim caminha a evolução: filhos melhores que os pais e assim sucessivamente. Pelo menos ERA assim que deveria SER.
Quando uma criança não tem orientação, nem limites torna-se num tirano...e não há tiranos felizes!
Custa-me muito ver uma criança perder-se para esta vida e ontem vi mais uma nesse caminho, pois seus pais continuam a achar que o 'mundo' é que está contra o seu filhinho...uma criança que NÃO PODE SER CONTRARIADA porque senão desata aos pontapés ao que tiver à frente. Uma criança que-só-faz-o-que-lhe-dá-na-real-gana!
Trabalho com crianças e para crianças e consequentemente trabalho também para os pais das crianças.
Ao longo tempo tenho sentido que as crianças andam 'desnorteadas': sem referências, sem protecção, sem EDUCAÇÃO. Sim, porque educar é cuidar, proteger, orientar, autonomizar....
Há certos pais que se demitem da função de educar e limitam-se a ser ' amigos' dos filhos e fazer lhes todas as vontades.
As crianças precisam sobretudo de modelos 'para copiar' para crescer. Precisam de 'modelos adequados', porque também de nada serve dizer ' - come a salada!' e o pai ou a mãe não comerem. De nada serve dizer para não andar à pancada na escola e o próprio pai oferecer um murro ao primeiro que o contrarie no trânsito....
Eles imitam-nos.
É preciso perceber aquilo que lhes queremos 'passar' como mensagem...para que se tornem pessoas melhores que nós...afinal assim caminha a evolução: filhos melhores que os pais e assim sucessivamente. Pelo menos ERA assim que deveria SER.
Quando uma criança não tem orientação, nem limites torna-se num tirano...e não há tiranos felizes!
Custa-me muito ver uma criança perder-se para esta vida e ontem vi mais uma nesse caminho, pois seus pais continuam a achar que o 'mundo' é que está contra o seu filhinho...uma criança que NÃO PODE SER CONTRARIADA porque senão desata aos pontapés ao que tiver à frente. Uma criança que-só-faz-o-que-lhe-dá-na-real-gana!
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domingo, 17 de maio de 2009
A palmadinha 'pedagógica'
Antes de ser mãe e ao ser filha achava injustas as palmadas.
Sempre disse que nunca bateria nos meus filhos.
Quando meu 1º filho nasceu continuei a pensar da mesma forma, afinal é (e sempre será) injusto usar a força física contra alguém menor que eu e a quem tenho enquanto mãe a função de CUIDAR, AMAR E PROTEGER.
Ou seja, bater ía contra todos meus os princípios.
Conforme ele foi crescendo e aprendendo a conviver socialmente a questão voltou a preocupar-me porque eu dizia para não bater nos amigos, ele não batia mas eles batiam-lhe. Que fazer? Que grande confusão na cabeça dele.
Ele cresceu e sentimos que a marca dos primeiros anos ficou. Não é habitual 'meter-se' em confusões. Não bate, mas já levou. Não batia no irmão mais novo porque sabia que 'não se bate, muito menos nos pequeninos', mas chegou uma altura em que o irmão lhe batia....embora a forma de passar os 'valores' fosse igual para ambos.
De vez em quando batem-se..
E nós, batemos? Confesso que houve algumas vezes em que lhes dei umas palmadas (as que chamaria 'pedagógicas')...e que no minuto seguinte me arrependi.
É um facto que bater não resolve. Não resolve mesmo. Não há estudos que comprovem que os miúdos que levam palmadas são mais adequados que aqueles que nunca foram tocados.
Ontem ao ouvir um grande especialista no assunto a falar, senti-me mal enquanto mãe e enquando cidadã pensando nas palmadas que já dei.
Como posso ensinar os meus filhos que se deve respeitar os outros se os desrespeito ao bater?
Acho que sim, que a palmada NUNCA é pedagógica.
Nós é que em determinados dias estamos mais cansados ou mais stressados e descarregamos neles ou muitas vezes repetimos modelos: fazemos a eles aquilo que nos faziam a nós e que tanto abominávamos!
Educar é mais do que isso. Educar exige muita paciência.
Há outras formas de os penalizar. Levar um castigo até ao fim, retirando privilégios ou dando tarefas é bem mais justo e pedagógico.
Eu aprendi a lição.
Amigo não bate em amigo. Porque pai e mãe têm que bater?
Sempre disse que nunca bateria nos meus filhos.
Quando meu 1º filho nasceu continuei a pensar da mesma forma, afinal é (e sempre será) injusto usar a força física contra alguém menor que eu e a quem tenho enquanto mãe a função de CUIDAR, AMAR E PROTEGER.
Ou seja, bater ía contra todos meus os princípios.
Conforme ele foi crescendo e aprendendo a conviver socialmente a questão voltou a preocupar-me porque eu dizia para não bater nos amigos, ele não batia mas eles batiam-lhe. Que fazer? Que grande confusão na cabeça dele.
Ele cresceu e sentimos que a marca dos primeiros anos ficou. Não é habitual 'meter-se' em confusões. Não bate, mas já levou. Não batia no irmão mais novo porque sabia que 'não se bate, muito menos nos pequeninos', mas chegou uma altura em que o irmão lhe batia....embora a forma de passar os 'valores' fosse igual para ambos.
De vez em quando batem-se..
E nós, batemos? Confesso que houve algumas vezes em que lhes dei umas palmadas (as que chamaria 'pedagógicas')...e que no minuto seguinte me arrependi.
É um facto que bater não resolve. Não resolve mesmo. Não há estudos que comprovem que os miúdos que levam palmadas são mais adequados que aqueles que nunca foram tocados.
Ontem ao ouvir um grande especialista no assunto a falar, senti-me mal enquanto mãe e enquando cidadã pensando nas palmadas que já dei.
Como posso ensinar os meus filhos que se deve respeitar os outros se os desrespeito ao bater?
Acho que sim, que a palmada NUNCA é pedagógica.
Nós é que em determinados dias estamos mais cansados ou mais stressados e descarregamos neles ou muitas vezes repetimos modelos: fazemos a eles aquilo que nos faziam a nós e que tanto abominávamos!
Educar é mais do que isso. Educar exige muita paciência.
Há outras formas de os penalizar. Levar um castigo até ao fim, retirando privilégios ou dando tarefas é bem mais justo e pedagógico.
Eu aprendi a lição.
Amigo não bate em amigo. Porque pai e mãe têm que bater?
domingo, 5 de abril de 2009
A grande dificuldade de avaliar....
Para mim, avaliar é uma das tarefas mais complexas que existem. E tudo porque há que ser justo.
A avaliação que me refiro pontualmente é a avaliação escolar..porque muitas mais se seguem, obviamente!
Como é que se avalia o desempenho de quem se esforça muito mas não consegue atingir o grau 'satisfatório'?
Como se avalia quem atinge o satisfaz plenamente mas tem um péssimo comportamento?
Isto tudo porque os professores falam na 'dita' avaliação ocntínua........
Dizem que as notas dos testes não são de facto o que mais pesa para a nota final....Então o que é? Basta ficar calado todo o tempo e participando um bocadinho para se ter positiva mesmo quando os testes são negativos?
È isto que questiono. É isto que ninguém consegue explicar-me ou pelo menos convencer me de que é a verdade.
E quando sabemos (e o agrupamento também) que há um professor com sérios problemas (de atitude sobretudo) a dar aulas....ou melhor, que não dá aulas nem faz coisa nenhuma... e os seus alunos tem negativas....(pois não aprendem coisíssima nenhuma!!!)?
Estou muito desiludida com o ensino, com a avaliação e sobretudo com o discurso incoerente do Ministério da Educação e do 1º Ministro.
Acho que a educação no nosso país piorou muito nos últimos anos e a tendência é piorar cada vez mais!
De facto, felizardos daqueles que têm dinheiro para pôr os filhos nos colégios privados, onde os pais ainda são ouvidos e respeitados de uma outra forma.
Quando se tem dois filhos em início de vida escolar e um que ainda não iniciou não podemos estar animados com o panorama, pois não?
Estou a pensar seriamente em abrir um colégio!
A avaliação que me refiro pontualmente é a avaliação escolar..porque muitas mais se seguem, obviamente!
Como é que se avalia o desempenho de quem se esforça muito mas não consegue atingir o grau 'satisfatório'?
Como se avalia quem atinge o satisfaz plenamente mas tem um péssimo comportamento?
Isto tudo porque os professores falam na 'dita' avaliação ocntínua........
Dizem que as notas dos testes não são de facto o que mais pesa para a nota final....Então o que é? Basta ficar calado todo o tempo e participando um bocadinho para se ter positiva mesmo quando os testes são negativos?
È isto que questiono. É isto que ninguém consegue explicar-me ou pelo menos convencer me de que é a verdade.
E quando sabemos (e o agrupamento também) que há um professor com sérios problemas (de atitude sobretudo) a dar aulas....ou melhor, que não dá aulas nem faz coisa nenhuma... e os seus alunos tem negativas....(pois não aprendem coisíssima nenhuma!!!)?
Estou muito desiludida com o ensino, com a avaliação e sobretudo com o discurso incoerente do Ministério da Educação e do 1º Ministro.
Acho que a educação no nosso país piorou muito nos últimos anos e a tendência é piorar cada vez mais!
De facto, felizardos daqueles que têm dinheiro para pôr os filhos nos colégios privados, onde os pais ainda são ouvidos e respeitados de uma outra forma.
Quando se tem dois filhos em início de vida escolar e um que ainda não iniciou não podemos estar animados com o panorama, pois não?
Estou a pensar seriamente em abrir um colégio!
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sábado, 21 de março de 2009
Heranças....
O meu filho mais velho é um 'clone' do pai. Quem o conhece sabe. Ele é 'apenas' filho do pai...é igualzinho!!! Em compensação...em termos de feitio, não poderia ser mais parecido comigo.
O segundo é fisicamente como eu, mas a personalidade é toda do paizinho.
A miúda fisicamente é uma mistura dos irmãos e dos pais. Segundo os meus próprios pais o feitio dela e o jeito de ser é 'tal e qual' eu era.
Acho fascinante esta coisa da genética.
Sei que não tenho um feitio fácil e como acredito que tenho que melhorar sempre, pratico há muito tempo a minha auto-análise (esta é puramente herança profissional hehehehe!)e sei que muitas vezes lidar comigo não é fácil.
Há coisas em que de facto queria muito mudar...:(
Sou hiperactiva sem qualquer dúvida.
Faço mil coisas ao mesmo tempo. Penso em mil coisas ao mesmo tempo. Sou absolutamente impulsiva. Interrompo-me com meus pensamentos. Interrompo muitas vezes os pensamentos alheios. Perco objectos pessoais (em matéria de perder óculos de sol, sou imbatível)...,etc...
No entanto isto não me impede de - de facto - fazer as mil coisas ao mesmo tempo!!!!!
O que cansa é gerir esta 'confusão mental e física'. Há dias em que já acordo cansada.
O que frustra é sentir que queria fazer ainda mais coisas...., acumular mais funções, assumir mais responsabilidades..., aperfeiçoar-me cada vez mais naquilo que gosto de fazer ( e é tanta coisa!!).
A hiperactividade é em parte herdada geneticamente.... e se há uns tempos tinha essa dúvida, agora não restam... sei que a herdei do meu pai...que aos (quase) 70 anos ainda anda a trabalhar (na empresa dele) num ritmo absolutamente louco...como se 30 anos tivesse...
Qualquer semelhança não é obra de ficção....é a mais pura herança que um filho pode herdar..........aquela que antes de tudo se aprende pela 'modelagem'...(o copiar aquilo que sempre e viu fazer..)
A questão é...a hiperactividade será apenas nociva ou mantém-nos vivos?
O segundo é fisicamente como eu, mas a personalidade é toda do paizinho.
A miúda fisicamente é uma mistura dos irmãos e dos pais. Segundo os meus próprios pais o feitio dela e o jeito de ser é 'tal e qual' eu era.
Acho fascinante esta coisa da genética.
Sei que não tenho um feitio fácil e como acredito que tenho que melhorar sempre, pratico há muito tempo a minha auto-análise (esta é puramente herança profissional hehehehe!)e sei que muitas vezes lidar comigo não é fácil.
Há coisas em que de facto queria muito mudar...:(
Sou hiperactiva sem qualquer dúvida.
Faço mil coisas ao mesmo tempo. Penso em mil coisas ao mesmo tempo. Sou absolutamente impulsiva. Interrompo-me com meus pensamentos. Interrompo muitas vezes os pensamentos alheios. Perco objectos pessoais (em matéria de perder óculos de sol, sou imbatível)...,etc...
No entanto isto não me impede de - de facto - fazer as mil coisas ao mesmo tempo!!!!!
O que cansa é gerir esta 'confusão mental e física'. Há dias em que já acordo cansada.
O que frustra é sentir que queria fazer ainda mais coisas...., acumular mais funções, assumir mais responsabilidades..., aperfeiçoar-me cada vez mais naquilo que gosto de fazer ( e é tanta coisa!!).
A hiperactividade é em parte herdada geneticamente.... e se há uns tempos tinha essa dúvida, agora não restam... sei que a herdei do meu pai...que aos (quase) 70 anos ainda anda a trabalhar (na empresa dele) num ritmo absolutamente louco...como se 30 anos tivesse...
Qualquer semelhança não é obra de ficção....é a mais pura herança que um filho pode herdar..........aquela que antes de tudo se aprende pela 'modelagem'...(o copiar aquilo que sempre e viu fazer..)
A questão é...a hiperactividade será apenas nociva ou mantém-nos vivos?
quinta-feira, 5 de março de 2009
Infantário Obrigatório a partir dos 5 anos!
Uma boa medida, sem dúvida, que aplaudo mas que já devia ter sido tomada há mais tempo.
Acredito, no entanto que o infantário deveria ser obrigatório a partir dos 3 anos (e não a partir dos 5).
O seu currículo é (ou pelo menos deveria ser) tão importante como o do 1º ciclo.
Há certas aquisições que têm que ser feitas no infantário e que se não estão feitas podem comprometer a fase seguinte.
A socialização é só uma pequena parte do que o infantário tem que oferecer, o estar em grupo,a relação com crianças da mesma idade...,as rotinas, as regras, etc..
O próprio brincar não é casual, é fundamental para um desenvolvimento adequado: o faz-de-conta...é o maior exemplo.
A plasticina, o recortar papel não dados ao acaso..é preciso trabalhar as mãozinhas e os músculos para conseguir escrever mais tarde...
O pré-escolar não serve para ensinar as letras como muitos pais pensam...serve para prepará-los para isso.
Serve para motivá-los para a leitura e a escrita......e tantas coisas mais!
Resta-me fazer figas para que seja criado um programa para este pré-escolar e que algo se modifique em certas instituições onde o infantário é ainda e tão somente um depósito de meninos!
Acredito, no entanto que o infantário deveria ser obrigatório a partir dos 3 anos (e não a partir dos 5).
O seu currículo é (ou pelo menos deveria ser) tão importante como o do 1º ciclo.
Há certas aquisições que têm que ser feitas no infantário e que se não estão feitas podem comprometer a fase seguinte.
A socialização é só uma pequena parte do que o infantário tem que oferecer, o estar em grupo,a relação com crianças da mesma idade...,as rotinas, as regras, etc..
O próprio brincar não é casual, é fundamental para um desenvolvimento adequado: o faz-de-conta...é o maior exemplo.
A plasticina, o recortar papel não dados ao acaso..é preciso trabalhar as mãozinhas e os músculos para conseguir escrever mais tarde...
O pré-escolar não serve para ensinar as letras como muitos pais pensam...serve para prepará-los para isso.
Serve para motivá-los para a leitura e a escrita......e tantas coisas mais!
Resta-me fazer figas para que seja criado um programa para este pré-escolar e que algo se modifique em certas instituições onde o infantário é ainda e tão somente um depósito de meninos!
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