Mostrar mensagens com a etiqueta às vezes tenho cada uma... Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta às vezes tenho cada uma... Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 11 de março de 2011

Aos 40 ainda se aprende...

É o que constato.

Ainda se aprende grandes lições da vida.

A amizade não se impõe nem é instantânea...se não gostam de nós é importante que percebamos para não sofrer desilusões nem humilhações.

Dói, claro.

Depois de 40 anos, percebi que há uma pessoa muito próxima de mim que não gosta de mim....simplesmente não gosta.

Demorei mas percebi. "Ok, captei a mensagem".

Vivemos melhor assim, cada um na sua.

E eu que pensava que já tinha vivido tudo....

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

A difícil tarefa de educar...

Quando eles eram bebés, a minha mãe passava a vida a dizer-me para aproveitar pois à medida que íam crescendo, tudo ía ficar mais difícil...e eu ía ter saudades de os ter ao colo...

Não duvidava, mas como quase tudo na vida, em que só aprendemos "às nossas custas", pensava que ela exagerava.

Neste momento, já não tenho bebés, tenho uma menina, um pré-adolescente, um (pleno) adolescente...e já tenho saudades de os ter ao colo!!!

Ainda não começaram as saídas nocturnas!

Sei que crescer não é fácil, são borbulhas e pêlos a mais em corpos de meninos grandes.
É a pressão. É a vontade de crescer com a dificuldade em assumir mais responsabilidades, o tomar decisões e recear assumir as consequências dessas decisões.

É o querer e o não querer.

É o amar e o odiar.

É a complicação de sentir coisas tão diferentes ao mesmo tempo.

Eu sei. Também tive 13 anos. Também me senti assim, perdida.

Já tive 13 anos mas ainda não tinha sido mãe de um jovem de 13 anos. (isto ao 2º e ao 3º custa menos, de certeza!)

É preciso cobrar...é preciso chamar à atenção, à razão...a vida não se contrói sem esforço, sem trabalho..e não é no "You Tube" nem com a viola, que vai subir as notas...

Não é perdoando e fingindo que está tudo óptimo que o ajudo.

É preciso que as regras sejam cumpridas.

É preciso que perceba que há limites para tudo.

E o que fazemos quando não sabemos se estamos a exigir demais?

Ter um filho de 13 anos é fácil, educar um filho de 13 anos é que é difícil....

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Filhos apaixonados..

E eu que pensei que este dia ía demorar ...
Tenho dois rapazes perdidamente apaixonados...

O mais novo já tem a reciprocidade desse amor....É uma doce menina tão tímida quanto ele....os amigos declararam-os "namorados" mas a verdade é que nem se olham..tamanha é a vergonha!

O mais velho padece deste amor há alguns anos, mas parece que animado com a situação do irmão, lá se lembrou de sofrer mais um bocadinho...Ainda não percebi se é correspondido nesse amor..

O que sei é que eles tem um assunto diferente agora para falarem todas as noites antes de adormecer...e o assunto já não são os jogos da Playstation ou o fim de semana...

O que tenho a dizer é que teem muito bom gosto os meus rapazes...ah isso é que tem!

domingo, 16 de agosto de 2009

Coisas dela

Em dias normais é assim:

- Filha, vem vestir-te.
- Mãe, não quero vestir isso.
- Ó filha, queres ficar bonita, não queres?
- Sim ,mas eu não quero as sandálias, quero chinelos.
- Carolina, vestidos não combinam com chinelos só com sandálias...
- É?
- Sim.
- Mas...o meu vestido tem branco e florzinhas vermelhas...as sandálias castanhas não combinam....
- Claro que combinam, ficas linda!
- Os chinelos são brancos...e tu mãe estás "pirosa" tens um vestido preto e uns chinelos rosa...

Depois desta rendi-me e lá a deixei ir com as havaianas que nada tinham a ver com o estilo do vestido. Às vezes ela lá tem que ganhar umas batalhas, pois íamos apenas para a nossa escola!

(E eu lá fui "pirosa" como diz ela. Tirei o colar que tinha posto porque ela disse logo que estava horrível...(risos). Tenho cá uma produtora de moda, de quase 4 anos! Imaginem a miúda aos 15!!!!)

domingo, 5 de julho de 2009

Um fantasma...por todos os lados!

É o que sinto em relação ao vírus da gripe A.

Se antes era assustador para os viajantes, agora é para todos os 'mortais' que se movem.
Tanto medo do aeroporto e no supermercado ao pé de casa também se corre riscos.

Vivi com medo dos vírus e dessas bicharadas anos a fio....quando o meu filho-do-meio tinha as defesas muito comprometidas e nem a festas de anos ía. Passávamos os dias em casa, e quando alguém se constipava, andávamos de máscaras pela casa.

Era quase doentio, mas funcionou.

Daqui a poucos dias estaremos no aeroporto (nós e outras centenas de pessoas, depois num avião....depois novamente noutro aeroporto.

Tentando não ser pessimista (e sendo...!), obviamente que estou apreensiva. Vou levar máscaras, vou chatear os miúdos com as limpezas das mãos....

Será que quando decidimos TER FÉRIAS depois de tantos anos, não tínhamos direito a deixar os fantasmas em casa?

Eu sei, eu sei, que sou exagerada e ansiosa demais....mas digam lá se não tenho razão.
TUDO VAI CORRER BEM. ISSO EU TAMBÉM SEI!

domingo, 24 de maio de 2009

Prazo de Validade

Sinto-me como os iogurtes que tenho no frigorífico: com prazo de validade curto, quase a acabar!

Tenho 38 anos e 7 meses.

Segundo todas as estatísticas as mulheres devem ter filhos até aos 35 anos no máximo (a minha última cria nasceu no ano em que eu completei 35!).
Sabemos que ao longo da idade os riscos de gerar uma criança deficiente aumenta muito, e a capacidade de engravidar também!

A minha mãe entrou em menopausa 'precoce' aos 38 anos depois de ter tido 4 filhos...

Sinto uma pressão enorme do tempo que não caminha ao mesmo ritmo do meu relógio biológico e isso irrita-me!

Queremos ter outro filho mas ainda não sabemos quando. Sei que quando for a altura nós saberemos. E será que nessa altura ainda conseguirei engravidar?

É castradora a sensação da limitação física para as nossas opções de vida!

Hoje estou especialmente irritada...nunca pensei que estar quase nos 'enta' fosse tão complicado!

quinta-feira, 30 de abril de 2009

As insanidades de uma humana cansada...

poderia ser o título de um livro, se dos meus pensamentos ao fim do dia se tratasse...

Quando acaba um louco dia de trabalho...com jornadas sempre superiores a 12 horas intensas e intensivas, sinto que já não digo-coisa-com-coisa...

Nestes dias quando chego a casa só me apetece afundar no sofá e hibernar, mas ao contrário do que me apetece, tenho que cair na 'real' e atender três crianças famintas..., orientar banhos e metê-los na cama com histórias contadas e relatos diários ouvidos..fora aqueles dias em que ainda tenho que 'estudar' com eles algo e personalizar o estudo que eles tem com outras pessoas durante o dia!

Nesses dias invejo as mães que são felizes sem trabalhar fora. Não invejo a possibilidade delas não trabalharem, porque isso é uma opção. Invejo o sentimento de plenitude e de realização delas.

É aqui que dois lados de mim mesma chocam: se por um lado adoro ser mãe - e sei que o queria ser desde sempre - por outro adoro o meu trabalho e crescer todos os dias como profissional também é uma meta.

Não seria feliz se me tirassem a maternidade ou o trabalho. Mas há alturas que são muito incompatíveis!!!!

Delegar é complicado, quando 'achamos' que fazemos melhor e mais rapidamente tudo.

Os meus filhos não consigo delegar, ou melhor, consigo em casos extremos. Delego à minha mãe apenas.

O trabalho, depende, mas também é complexo.

Já percebi que se continuar com este ritmo não terei sanidade mental por muito tempo..e quando estiver mesmo a 'bater-mal-das-ideias' , querendo ou não, alguém cuidará dos meus filhos e do meu trabalho.

Preciso urgentemente de abrandar o ritmo, de uma boa empregada-doméstica e de um mês de férias longe do trabalho.

É pedir de mais ou já estou mesmo insana?

(Os miúdos estão óptimos Graças a Deus, a amigdalite do B. passou e acabou por se demonstrar viral e não bacteriana já que a febre demorou 5 dias a passar...enfim, já foi: mais uma para a 'colecção'! A princesa anda mais bailarina que nunca..com tanto ensaio para o espectáculo de fim-de-ano e o R anda cansado de tanta prova de aferição, globalizante e etc...)

domingo, 5 de abril de 2009

A grande dificuldade de avaliar....

Para mim, avaliar é uma das tarefas mais complexas que existem. E tudo porque há que ser justo.

A avaliação que me refiro pontualmente é a avaliação escolar..porque muitas mais se seguem, obviamente!

Como é que se avalia o desempenho de quem se esforça muito mas não consegue atingir o grau 'satisfatório'?

Como se avalia quem atinge o satisfaz plenamente mas tem um péssimo comportamento?

Isto tudo porque os professores falam na 'dita' avaliação ocntínua........

Dizem que as notas dos testes não são de facto o que mais pesa para a nota final....Então o que é? Basta ficar calado todo o tempo e participando um bocadinho para se ter positiva mesmo quando os testes são negativos?

È isto que questiono. É isto que ninguém consegue explicar-me ou pelo menos convencer me de que é a verdade.

E quando sabemos (e o agrupamento também) que há um professor com sérios problemas (de atitude sobretudo) a dar aulas....ou melhor, que não dá aulas nem faz coisa nenhuma... e os seus alunos tem negativas....(pois não aprendem coisíssima nenhuma!!!)?

Estou muito desiludida com o ensino, com a avaliação e sobretudo com o discurso incoerente do Ministério da Educação e do 1º Ministro.

Acho que a educação no nosso país piorou muito nos últimos anos e a tendência é piorar cada vez mais!

De facto, felizardos daqueles que têm dinheiro para pôr os filhos nos colégios privados, onde os pais ainda são ouvidos e respeitados de uma outra forma.

Quando se tem dois filhos em início de vida escolar e um que ainda não iniciou não podemos estar animados com o panorama, pois não?

Estou a pensar seriamente em abrir um colégio!

domingo, 1 de março de 2009

Mais uma (grande) dor de crescimento

Ele é o meu primeiro filho: aquele a quem (erradamente) "mais super-protegi" e menos autonomizei na idade certa...

Este ano a escola organizou um passeio de 2 dias e achamos importante que fosse. Passar uma noite fora de casa, aprender a gerir suas coisas e conviver com pessoas diferentes do seu círculo de amizades é importante!

Ele não gostou da ideia (ele não gosta de grandes mudanças à sua pacata 'vidinha' e detesta experiências novas principalmente sem os pais ou pessoas muito próximas!)) e disse que não queria ir. Insistimos porque achamos que vai adorar e é uma experiência inesquecível.

Prometemos que será a 1ª e última vez que insistimos e já parece francamente animado.

A partida é amanhã de manhã.

Acho que quem vai já perder o sono sou eu....:(

(Já estou com o coração apertado e ele ainda nem foi........Às vezes dói tanto vê-los crescer....parece tão rápida a passagem do nosso colo para a vida pelos seus próprios pés!!!!!!! Espero do fundo do meu coração que tudo corra bem e que o meu pequeno grande rapaz chegue bem e feliz na 3ª feira à noite!!!!)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Um dia com mais horas, precisa-se...

Definitivamente...
Ando sempre a correr, numa aceleração assustadora.

Às vezes pergunto-me do que ando a correr ou para quê..é um facto.

Preciso de mais umas horitas.....alguém sabe onde arranjar?

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Mãe a tempo inteiro. Quem quer?

Sou filha de uma mãe-a-tempo-inteiro.

A minha mãe trabalhou até ao meu irmão do meio nascer (seu 3º filho), que como nasceu com alguns problemas de saúde fez com que ela tivesse que optar literalmente pela carreira ou pelo filho. Inicialmente foram baixas e depois seguiu-se uma licença sem vencimento, até que percebeu que não dava mesmo para voltar.

Há uns anos falámos no assunto e ela refere que até "foi bom" porque conciliar tudo era muito complicado...e o meu pai passou a ser o único 'provedor' do lar.

Não voltou a pensar no assunto até o último filho sair de casa (no caso o 4º filho. Aí sentiu que-não-tinha-nada-mais para fazer. Que tinha dedicado sua vida aos filhos e que os filhos agora já não precisavam mais dela.

Lembro-me desta tristeza. Lembro-me das nossas conversas. Lembro-me que passados uns anos nasceu o meu 1º filho..seu 1º neto e algo mudou.

De vez em quando lá se sentia uma angústia no discurso.

Se calhar foi ( e é ) por isso que a minha mãe SEMPRE me impulsionou a ter uma carreira. A lutar pelo que é importante para mim profissionalmente.

Se calhar é por isso que ela está sempre tão presente na minha vida com uma disponibilidade infinita para ajudar-me nesta correria doida que é ser mãe E profissional a tempo inteiro.

Sabem o que eu acho?
Acho que é difícil ser uma coisa só........que no tempo em que fui obrigada a ser mãe a tempo inteiro não fui completamente feliz e que as crianças precisam sobretudo de mães felizes.

Acho que ser MULHER não é tarefa fácil, mas ainda assim não queria ter nascido homem.

Acho que fui uma felizarda por ter uma mãe-a-tempo-inteiro mas sei que os meus filhos de uma forma ou de outra teem uma mãe POR INTEIRO.

Que cada um se sinta feliz com as opções que toma, isso sim é o mais importante...:)

Eu cá só me queixo nos dias em que estou muito cansada mesmo:)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

A verdade das coisas

A verdade dói. É uma verdade irrefutável, certo?

Ninguém gosta que lhe apontem um defeito. Aceitar críticas é quase uma virtude que a idade e a maturidade ajudam a melhorar.

Hoje, aceito críticas muito mais facilmente que há uns anos atrás.

Enquanto mãe, sei que cometi, cometo e cometerei erros......mas com o tempo de "maternidade" ( e já lá vão quase 12 anos!) vou aprendendo a lidar com isso de uma forma mais construtiva.

Custa-me menos perceber que os meus filhos às vezes não têem o comportamento mais desejavel....
Custa-me menos perceber que há algumas questões fundamentais da educação deles que não consegui mudar...
Custa-me menos aperceber-me se são "esquisitinhos" para comer a culpa é minha.....

Enfim, custa-me menos constatar que pode-se fazer muitos planos, mas que a vida dá tantas voltas..e muitas vezes acabamos por não realizar tantos projectos pensados...

Ao fim destes anos de mãe, fico feliz quando percebo que eles não são menos felizes do que eu imaginava.......

sábado, 3 de janeiro de 2009

Todos crescidos!

Cá em casa são todos crescidos!( a frase é dela, do alto dos seus 40 meses)

Já não há bebés.

Oram vejam:

- A cama de grades foi arrumada hoje. ( e está linda, dava para mais uma dúzia deles...vai ficar para os sobrinhos 'vindouros')
- O biberon é algo que está arrumado no armário desde que recebeu um copo da Kitty de presente da avó.
- A (fantástica e enorme) cadeira da papa foi arrumada no mês passado. Ela ocupa agora o meu lugar na mesa da cozinha que-foi-feita-à-medida-para-quatro.
- A caixa dos ganchos teve que ser arrumada fora do alcance pois ela acha que já-sabe-pentear-se-sozinha-e-distribui-ganchos-pelas-nenucas.
- Já não cabe na cadeira do carro....

Estou a entrar em depressão pós-três-anos dela!!!!

Isto há de passar, mas o facto é que também tive isto antes do 2º nascer. E voltei a ter antes da 3ª nascer.
A verdade é que é tão bom ter um bebé em casa!!!(Preciso urgentemente de um novo sobrinho!!)